sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

RETROSPECTIVA



Em janeiro quando cheguei na UFRN para trabalhar numa Biblioteca Universitária de grande porte estava consciente os desafios que iria encontrar... Sabia que iria lidar com profissionais de potencial e experiência técnica elevada, com o perfil competitivo mas antes de tudo comprometidas com a fazer bibliotecário.
O que aconteceu é que fui mais além dos desafios e enxerguei pessoas comuns e extraordinárias ao mesmo tempo.
Na Biblioteca de Enfermagem trabalhei com Regina por pouco tempo, mas num ambiente humano espetacular que em muito minimizou meu stress e meu medo diante do novo.
Fiz um passeio agradável pela coleção especiais da BCZM trabalhei com Shirley, Cristina e Hadassa foi ótimo fazer parte desse grupo dinâmico, tolerante e ávido por desvendar a catalogação de periódicos em meio ao oceano de material empoeirado. (rssss)
No CCHLA tive o privilegio de trabalhar com Márcia, amiga de outras eras. Mas também com um grupo fantástico e rico de saberes, habilidades e força de vontade. Karla, Ively, Milena e Everton cada um brilhando com luz própria, com o ideal maior... peculiar a quem tem espírito bibliotecário e ama o que faz.
Karla, Everton e Márcia foram para outras bibliotecas o que não diminui a amizade e nem meu respeito para com eles.
Desde setembro tem uma nova formação de bibliotecários na Biblioteca do CCHLA envolto a sinceridade, paciência, bom humor e respeito. Em vários momentos eu mesma comentei, que estava feliz por estar no CCHLA e acima de tudo trabalhar com vocês.(Milena e Ively). Ambientes calmos e tranqüilos me faz ter confiança em mim mesma e na vida.... Espero que dure por bastante tempo... Contudo, “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure.”(Vinicius de Morais)
Desejo a vocês um Feliz Natal e um MARAVILHOSO 2010.
Bj.
Margareth Furtado

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”


Encontrei com uma amiga de infância e ao cumprimentá-la pelo nome, percebi sua reação de surpresa, ela não creditava que uma pessoa, que conheceu a tempos atrás a reconhecesse e lembrasse seu nome. Bom foi um momento feliz, muitos risos, comentários, recordações e um vasto acervo de atualidades da vida. Mas, também fui surpreendida quando ela disse: você não mudou... (disfarcei, mas até hoje penso) O que realmente as pessoas esperam que a gente seja... E se eu fosse uma desembargadora, decoradora, atriz, dentista, sou bibliotecária e daí. E daí nada... Quem pode mudar a essência, uma personalidade moldada por Deus? Muitas vezes somos ou temos que ser “mulheres maravilha”, as que preferem sê-lo o tempo todo, que bom. Parabéns! Mas, no nosso íntimo, quando não precisamos disfarçar as imperfeições, medos e desejos. Quem então seremos nós?... Seremos os que os outros pensam, ou o que verdadeiramente somos.
Como eu queria ser a pessoa que minha amiga viu diante de seus olhos, a mesma pessoa de vinte anos atrás... Nossa! como meu coração era leve, acreditava mais nas pessoas, era mais fácil sorrir, acreditava que iria mudar o mundo, tinha tempo pra tudo e não tinha menor preocupação.
Confesso que em nenhum momento, mesmo quando tive e tenho oportunidade de mudar, ou de mostrar o que não sou, como por exemplo: usar perfumes caro que não gosto, passar noites em baladas, sentar com pessoas que não tenho a menor afinidade somente pra mostrar o quanto me tornei num ser educado, social e que venci na vida (acho isso uma grande piada, um tanto perigosa - “raul seixas”). Acabei por optar por ser eu mesma, percebo que tomei a decisão correta, foi a minha salvação, a salvação de minha vida, da minha felicidade como pessoa. E como é bom viver assim...
As pessoas que eu gosto jamais vou fingir que não as conheço, as que não gosto muito vou cumprimentá-las com respeito e educação. Cada um dá o que tem...Presumir a pequenez de uma a pessoa é coisa de quem não pode enxergar com os olhos da alma... e não entende que quem sendo pequeno, também pode ser gigante. Será que os gigantes se reconhecem no espelho?Sou um a gota d’água, sou um grão de areia.

Margareth Furtado

sábado, 1 de agosto de 2009

É preciso paz para poder sorrir...


As boas amizades e os melhores amigos não tenham dúvidas, eles não surgem e não vão aparecer aos montes na nossa frente. Eles vão se desenhando lentamente e sem que entendamos passam a ser personagens presentes na nossa vida.
Nossos amigos não precisam necessariamente ter ou não coisas incomuns conosco, isso pouco importa... Eles são realmente parecidos e ao mesmo tempo diferentes de nós e daí... Quem pode mensurar tal afinidade?
Para o amigo não temos vergonha de falar nossos erros e acertos ou admitir e de como foi difícil ultrapassar dificuldades e contar nossas conquistas. Saberemos ouvir e compreender ou seremos ouvidos e compreendidos. Diálogos, idéias que sempre serão compartilhados.
Penso que um bom critério da boa amizade é rir junto. É nestes eventuais momentos que nós, relaxamos das amaras, dos padrões e das posturas da quais todos nós estamos cotidianamente moldados. Em frações de segundos ou até mesmo em alguns minutos e nos libertamos de tudo, ali somos transparentes, espontâneos, solidários, carinhosos e simplesmente nós mesmos.


Margareth Furtado

domingo, 26 de julho de 2009

Amizade


Toda imagem tem um significado especial para cada pessoa.
E cada pessoa tem alguma coisa de especial, que admiramos e respeitamos.
Quando estou aqui na Praia do Forte é lindo, tudo é muito lindo...
Estar aí na UFERSA, e trabalhar com vocês também teve um significado precioso para mim.
Agradeço a amizade de todos.
Pois, foi essa amizade que me ajudou a superar a saudade de minha casa e família.
Feliz Natal e um maravilhoso 2009!

Margareth Furtado

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Guaporé

O que quero agora...
é descer as inúmeras ladeiras da cidade de ceará – mirim.
Sentir o cheiro doce das padarias e do aroma do café fresco coado nas casas,
que o tempo todo invade o ar.
Atravessar a via férrea,
ultrapassar limites e mergulhar aos poucos
na paisagem dos antigos engenhos de açúcar.
Nos verdes vales de canaviais, nos tapetes das pastagens do gado.
E sentir no rosto e nos pés o frescor dos rios que serpenteia os caminhos.
Pássaros cantam e sobrevoam delicadamente,
eles parecem não ter pressa de chegar
estão felizes e quando chegar ao destino serão mais feliz ainda.
É assim que também me sinto...
Na imponente entrada do Guaporé,
o chão agora dá lugar a pedras geometricamente entrecortadas.
São lindas de ver e pisar.
Sigo rumo ao casarão...
Chego as azeitoneiras, lilás nos galhos e lilás no chão,
Frutas maduras, que dá logo vontade de saborear.
Na sacada do casarão, sentar, descansar e contemplar.
Um tesouro, um lugar bom de viver.
Que pra sempre aqui dentro de mim vou guardar.

Margareth Furtado

sábado, 4 de julho de 2009

Ocupar-se da vida dos outros é ótimo

Diante do turbilhão de reportagens divulgadas na mídia sobre o astro pop, Michael Jackson, alternadas pelo valor de sua obra musical e pelos aspectos negativos de sua vida pessoal. Percebi aí uma grande oportunidade para avaliarmos a necessidade humana de saber e falar uns dos outros. Será mesmo que Freud explica?
Como é fácil falar mal, seja lá de quem for e até mesmo sair divulgando detalhes mesquinhos sem a mínima certeza de que os fatos são verdadeiros ou não. "Tem gosto e tempo pra tudo..."
A trave no olho do outro é nitidamente visível e o que fazemos é ir julgando tudo e todos sem o senso de que as coisas muitas vezes não são como pensamos e supomos. Vamos logo atirando a primeira pedra, a segunda, a terceira e tantas quantas pedras encontramos no caminho.
Somos pessoas tão seguras, inteligentes, respeitadas, amadas e tantos outros superlativos que não podemos aceitar e enxergar quem é solitário, fragilizado, explorado pela família, deslocado do mundo com dificuldades de relacionamentos, negação de cor, e outros.
Nada a ver, tudo a ver... Deveríamos mesmo é cuidar de nossa vida... Regar as rosas do nosso jardim, ir a praia, mudar os nossos livros de lugar, passear com o cachorro, escutar música e fazer uma introspecção. Quem se ocupa muito com a vida dos outros é porque não vive e nem curte a sua.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Basta simplesmente usar as palavras

Durante o dia falamos com nossos filhos, o marido, o vizinho, o chefe, o caixa do supermercado e assim por diante. Seja maior ou menor o número de pessoas na qual estabelecemos algum diálogo fica a impressão que não conseguimos falar direito, dizer o que realmente pensamos. O tempo simplesmente não deixa... Muitas vezes e até porque não admitir que a maioria das vezes os diálogos são curtos, monossílabos e bastante superficiais. (oi, bom dia, tudo bem, beijo, tchau, obrigada...). Parece que estamos impossibilitados de reagir, de quebrar essa falta de espontaneidade e sinceridade, que em nada nos faz bem. Em que vamos nos transformar se não podemos falar com as pessoas que estão todos os dias do nosso lado ou entrar em contato com um amigo de longas datas. Entretanto, todos os dias temos a chance de romper com esse individualismo, do mundo moderno, onde a filosofia do não expressar o que somos e sentimos é a máxima de todas as horas. Somos tão perfeitos e vigilantes no nosso papel, que nos dias em que não suportamos mais esta pressão, confortamos a nós mesmos dizendo: “preciso de umas férias”. Vamos guardando as palavras que devem ser ditas, num tipo de poupança, que algum dia usaremos. (sabe-se lá). As férias passam a ser a última fronteira, um período na qual seremos mais humanos, pessoas descontraídas, risonhas, amorosas e solidárias. Precisamos mesmo é rever determinadas posturas, que nos afastam de quem amamos ou daqueles que ainda iremos amar. Falar é preciso... Basta simplesmente usar as palavras.




Margareth Furtado