terça-feira, 16 de junho de 2009

Basta simplesmente usar as palavras

Durante o dia falamos com nossos filhos, o marido, o vizinho, o chefe, o caixa do supermercado e assim por diante. Seja maior ou menor o número de pessoas na qual estabelecemos algum diálogo fica a impressão que não conseguimos falar direito, dizer o que realmente pensamos. O tempo simplesmente não deixa... Muitas vezes e até porque não admitir que a maioria das vezes os diálogos são curtos, monossílabos e bastante superficiais. (oi, bom dia, tudo bem, beijo, tchau, obrigada...). Parece que estamos impossibilitados de reagir, de quebrar essa falta de espontaneidade e sinceridade, que em nada nos faz bem. Em que vamos nos transformar se não podemos falar com as pessoas que estão todos os dias do nosso lado ou entrar em contato com um amigo de longas datas. Entretanto, todos os dias temos a chance de romper com esse individualismo, do mundo moderno, onde a filosofia do não expressar o que somos e sentimos é a máxima de todas as horas. Somos tão perfeitos e vigilantes no nosso papel, que nos dias em que não suportamos mais esta pressão, confortamos a nós mesmos dizendo: “preciso de umas férias”. Vamos guardando as palavras que devem ser ditas, num tipo de poupança, que algum dia usaremos. (sabe-se lá). As férias passam a ser a última fronteira, um período na qual seremos mais humanos, pessoas descontraídas, risonhas, amorosas e solidárias. Precisamos mesmo é rever determinadas posturas, que nos afastam de quem amamos ou daqueles que ainda iremos amar. Falar é preciso... Basta simplesmente usar as palavras.




Margareth Furtado

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