O que quero agora...
é descer as inúmeras ladeiras da cidade de ceará – mirim.
Sentir o cheiro doce das padarias e do aroma do café fresco coado nas casas,
que o tempo todo invade o ar.
Atravessar a via férrea,
ultrapassar limites e mergulhar aos poucos
na paisagem dos antigos engenhos de açúcar.
Nos verdes vales de canaviais, nos tapetes das pastagens do gado.
E sentir no rosto e nos pés o frescor dos rios que serpenteia os caminhos.
Pássaros cantam e sobrevoam delicadamente,
eles parecem não ter pressa de chegar
estão felizes e quando chegar ao destino serão mais feliz ainda.
É assim que também me sinto...
Na imponente entrada do Guaporé,
o chão agora dá lugar a pedras geometricamente entrecortadas.
São lindas de ver e pisar.
Sigo rumo ao casarão...
Chego as azeitoneiras, lilás nos galhos e lilás no chão,
Frutas maduras, que dá logo vontade de saborear.
Na sacada do casarão, sentar, descansar e contemplar.
Um tesouro, um lugar bom de viver.
Que pra sempre aqui dentro de mim vou guardar.
Margareth Furtado
Um comentário:
Bela poesia! Só assim conhecemos o talento dos amigos :-) Parabéns!
Bjo
Ively
Postar um comentário